Sexta-feira, Novembro 20, 2009

EUTANÁSIA

A França moralmente sã reage contra a eutanásia.


Joaquim Maria Cymbron

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Apresentada lista de mandatários a favor do referendo sobre casamento homossexual

Seis deputados e cinco magistrados, entre os quais o antigo procurador-geral da República (PGR) José Souto de Moura, integram a lista dos 144 mandatários apresentados pela Plataforma Cidadania e Casamento em defesa de um referendo sobre o casamento homossexual. A lista dos mandatários foi apresentada hoje à tarde num hotel de Lisboa pelos estudantes universitários Catarina Matos Correia, Inês Avelar Santo, Margarida Correia, José Maria Duque e António Soares.
A lista, em defesa de uma proposta de consulta popular com a frase "Concorda que o casamento possa ser celebrado entre pessoas do mesmo sexo?", integra vários deputados, entre eles Jorge Bacelar de Gouveia, José Ribeiro e Castro, Maria José Nogueira Pinto, Telmo Correia e Teresa Neto Venda.
No rol de magistrados constam os juízes conselheiros José de Souto Moura e Eduardo Lucas Coelho, bem como Pedro Godinho Vaz Patto, Tiago Lopes Miranda e Alexandra Parente Lopes.
O conjunto de nomes que apoia a Plataforma Cidadania e Casamento integra ainda 18 professores universitários, entre os quais João César das Neves, oito ministros e pastores protestantes, 25 estudantes e muitos representantes de outros grupos profissionais, em que se incluem jornalistas, como Luís Sarsfield Cabral, e Inês Dentinho, gestores, médicos, professores, juristas e publicitários, entre outros.
O grupo de mandatários tem como propósito recolher 75 000 assinaturas por todo o país, em papel, acompanhadas do número do Bilhete de Identidade, para entregar na Assembleia da República.
"O referendo é o mais fiel instrumento da democracia participativa e da expressão da vontade popular num tema que ainda não foi suficientemente debatido na sociedade civil", disse o mandatário José Duque, durante a apresentação da lista.
O grupo pretende promover debates, esclarecimentos e encontros a nível nacional "com vista à melhor formação de todos os que estão empenhados no exercício da cidadania".
Os mandatários alertaram ainda que ao debate se deve colocar a admissibilidade da adopção de crianças por casais do mesmo sexo e o acesso à reprodução artificial.

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Petição Referendo: Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Inverno demográfico: aborto continua a aumentar

O número de interrupções voluntárias de gravidez (IVG) continua a aumentar e em algumas unidades de saúde o crescimento é significativo. No Hospital de Amadora-Sintra, por exemplo, houve um acréscimo de 23 por cento no primeiro semestre deste ano; na Clínica dos Arcos (Lisboa), o crescimento foi de 16 por cento até Agosto passado; e no Hospital de Garcia de Orta (Almada), o aumento global foi de cerca de dez por cento.
No Hospital de Amadora-Sintra, por exemplo, houve um acréscimo de 23 por cento no primeiro semestre.
Mas há hospitais em que o aborto ao abrigo da lei está estabilizado, como o de Santa Maria, em Lisboa, e outros em que o acréscimo é pouco significativo, exemplo da Maternidade de Júlio Dinis, no Porto, soube o PÚBLICO.
Os dados oficiais relativos ao primeiro semestre deste ano vão ser apresentados amanhã, em Lisboa, no II Encontro de Reflexão sobre a IVG, e permitirão perceber em detalhe a evolução desta realidade no país.
Os últimos números divulgados pela Clínica dos Arcos (referentes aos primeiros oito meses deste ano) apontam para um total de 4183 IVG, mais 678 do que no mesmo período de 2008. É para esta clínica privada que são encaminhados os pedidos dos hospitais onde quase todos os médicos são objectores de consciência, como é o caso do Amadora-Sintra e do Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa.
No Amadora-Sintra, o acréscimo de mulheres que aparecem na consulta de Ginecologia com pedidos para abortar tem sido significativo. Nos primeiros seis meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, houve mais 212 IVG. Os maiores acréscimos verificaram-se em Pêro Pinheiro, Reboleira, Venda Nova e Rio de Mouro.
"É expectável que o número de IVG continue a aumentar por várias razões", explica Maria José Alves, da Maternidade de Alfredo da Costa, que defende que os dados oficiais não podem ser olhados "a seco". "É preciso ver como e onde isto está acontecer", frisa, notando que os registos dos serviços melhoraram e que é natural que mulheres que antes abortavam clandestinamente se dirijam cada vez mais aos hospitais para o fazer porque sabem que serão bem atendidas.
Manuel Hermida, director do Serviço de Obstetrícia do Hospital de Garcia de Orta, acredita também que o aumento decorre em parte da percepção de que a legalização "permite fazer as coisas de outro modo", tal como Paulo Sarmento, administrador da Maternidade de Júlio Dinis, que lembra que não há relato de "queixas significativas". Sobre o caso do Amadora-Sintra, Maria José Alves entende que o aumento seja mais pronunciado, uma vez que na zona de influência do hospital havia muito aborto clandestino e muita automedicação.
(FONTE)

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Um blogue colectivo em defesa da vida


Faz hoje três anos que iniciamos a caminhada em defesa da vida.
Guiávamos a força imensa da razão e a esperança de puder impedir o atentado à vida humana, que era a legalização do aborto a pedido.
Foram muitos os que nos acompanharam no duro combate, de que acabamos vencidos mas não convencidos e sempre com a certeza que um dia, a causa de vida sairia vencedora.
Como já o fiz no ano passado, volta a apelar a todos os que por aqui vão escrevendo a aos que parecem ter baixado os braços, aceitando a inevitabilidade, para que não desistam. O blogue precisa de todos para que continue a ser uma espinha cravada na garganta dos abortistas.

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Sábado, Outubro 17, 2009

Centenas de milhares em Madrid contra nova lei do aborto

Centenas de milhares de pessoas manifestaram-se, ontem, nas ruas da capital espanhola, contra a nova lei do aborto do Governo de Rodriguez Zapatero. O desfile, convocado por 44 associações ProVida, à qual aderiram 333 diversas organizações, das quais 243 internacionais, foi o mais sério protesto contra uma medida do Executivo socialista nos cinco anos de liderança de Zapatero.
“Só consideraremos o aborto uma questão encerrada quando não houver um único aborto em Espanha”. Foi com estas palavras, que levam o protesto além da crítica ao projecto da revisão da legislação de 1985, que Benigno Blanco, presidente do Foro da Família, concluiu o desfile de hora e meia. Contudo, no comunicado final só era pedida a retirada do novo projecto e novos apoios à maternidade. Os organizadores movem-se, assim, numa calculada ambiguidade de objectivos.
“Avé Zapatero, os que vão morrer te saúdam”, lia-se num cartaz exibido por cinco jovens na marcha das Portas do Sol à Porta de Alcalá. Um lema à margem do oficial – “pela vida, a mulher e a maternidade” –, e um dos raros momentos de criatividade cidadã numa iniciativa marcada por uma grande organização. Tudo foi preparado ao pormenor: a palavra de ordem “sim à vida, aborto não”, impôs-se sem dificuldade. “Aborto, novo holocausto” foi outra das frases não previstas no guião, mas que serviu para expressar o repúdio pela alteração da lei do aborto apresentada pelo gabinete socialista.

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Natalidade volta a diminuir nos primeiros nove meses deste ano

Se não houver alterações inesperadas até Dezembro, 2009 vai ser de novo um ano negro para a natalidade em Portugal. Após a ténue recuperação de 2008, nos primeiros nove meses deste ano o número de nascimentos voltou a decrescer e a um ritmo com algum significado, indicam os dados já disponíveis dos "testes do pezinho" realizados pelo Instituto de Genética Médica Jacinto Magalhães (IGMJM), Porto.
Estes testes (análises das amostras de sangue recolhidas através da picada no calcanhar dos recém-nascidos) são um indicador extremamente fiável das oscilações da natalidade em Portugal, porque o rastreio apresenta uma taxa de cobertura muito próxima dos 100 por cento. E, até 21 de Setembro deste ano, tinham sido feitos 71.461 testes, menos cerca de três mil do que no mesmo período do ano anterior. Um ano que contrariou a tendência de decréscimo verificada desde o início do século, com algumas excepções (ver gráfico ao lado).
"Pode ser que isto ainda dê uma volta até ao fim do ano, mas receio que [se tal não acontecer], em 2009 o número de nados-vivos não chegue sequer aos cem mil, pela primeira vez desde que me conheço", lamenta Rui Vaz Osório, do IGMJM e presidente da Comissão Nacional de Diagnóstico Precoce.
Outro problema: em 2007, a população portuguesa registou pela primeira vez um saldo natural negativo (morreram mais pessoas do que aquelas que nasceram) e este ano tudo indica que o fenómeno se deverá repetir.
O declínio da natalidade não é um exclusivo português, recorda Rui Vaz Osório, que se confessa mesmo assim "assustado" com os números e preocupado com o futuro do país. "Só estamos a combater [este problema] com a imigração", nota. De facto, Portugal deve em parte aos imigrantes a conjuntural inversão da tendência da quebra da taxa de natalidade em 2008 (quase 14 mil bebés nascidos no ano passado, cerca de 13 por cento do total, eram filhos de pai estrangeiro).
A nova quebra deste ano poderá ser imputada à saída de alguns imigrantes do país, devido à crise económica e ao desemprego? "É difícil saber se há uma relação de causa-feito", responde o ex-presidente da Associação Portuguesa de Demografia, Mário Leston Bandeira.
Mais do que à crise económica, Leston Bandeira atribui o progressivo declínio da natalidade em Portugal às dificuldades de conciliação entre o trabalho e a vida familiar. Apesar das medidas de incentivo à natalidade anunciadas nos últimos anos, "ainda não se conseguiu dar o grande salto, que é o de disponibilizar apoio pré-escolar e creches para todas as crianças", lamenta. E para ter filhos é preciso também dispor de condições económicas: "Ter um filho, hoje, é um investimento de luxo".
Confessando-se "pessimista", o especialista acredita que a quebra se vai acentuar em 2010 e 2011, como reflexo da recessão económica. "Depois poderá haver um processo de recuperação, se se criar de novo um clima de confiança", prevê.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Assessor de Obama quer aborto forçado e tirania planetária para limitar a população


O presidente Obama nomeou para Director do Gabinete de Política para Ciência e Tecnologia a John Holdren um dos mais radicais pregadores do controle forçado da natalidade.

Holdren também é defensor esterilização massiva de populações inteiras introduzindo agentes esterilizantes na rede de água potável. Também é um grande arauto do que chamou de “Regime planetário” que aplicaria esse programa. A matéria foi revelada pela agência LifeSiteNews e encontra-se disponível na Internet.

Holdren formulou esse programa para os USA no livro “Ecoscience: Population, Resources, Environment”, do qual é co-autor.

“Tem sido demonstrado - escreveu - que leis compulsórias de controle da população, incluindo até leis impondo o aborto compulsório, podem-se sustentar sob a actual Constituição se a crise da população se tornar suficientemente severa para pôr em perigo a sociedade” (p. 837).

Holdren pretende que “nem a Declaração de Independência nem a Constituição americana mencionam um direito a se reproduzir” e que por causa disso o governo pode obrigar as mulheres a terem crianças ou forçá-las a abortar.

Holdren ataca as famílias numerosas com o infamante e falso argumento de que “contribuem para uma geral deterioração social super-produzindo crianças”.

Nas páginas 786-7 propõe uma “cápsula esterilizante com efeitos de longo prazo que poderia ser implantada sob a pele” das mulheres na puberdade e que “poderia ser removível, com autorização oficial, para um limitado número de filhos.”

Holdren propõe nas páginas 942-3 uma autoridade política internacional que ele chama de “regime planetário”, para garantir o controle da população, dos recursos e do meio ambiente. Esse tirânico poder controlaria e distribuiria os recursos naturais e decidiria qual seria a “população óptima do mundo”.

Para Holdren esse novo despotismo deveria ter poder efectivo para impor suas decisões. Para isso deveria dispor de uma “organização internacional armada, uma das força de polícia interplanetária” (p. 917).

Este monstro assassino é que devia ser o protagonista do anúncio sobre a SIDA, mas como faz parte do governo dos USA o mundo assobia para o lado.

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Um negócio em expansão: abortos dispararam nos primeiros dias deste mês

Clínica dos Arcos fez nos primeiros quatro dias de Setembro 144 interrupções. Uma média de 36 por dia, muito superior ao resto do ano. Férias e crise levam mulheres a adiar intervenção.
Nos primeiros quatro dias deste mês, foram realizados 144 abortos na Clínica dos Arcos, em Lisboa, quase o dobro da média diária do resto do ano. Nos últimos oito meses fizeram-se naquela clínica uma média de 23 interrupções voluntárias da gravidez (IVG) por dia, enquanto Setembro está já a registar 36.
Para a directora clínica, Yolanda Hernández, a explicação está no período de férias, conjugado com a difícil situação económica dos portugueses. "Com a crise não há dinheiro para tudo. As mulheres optam por ir de férias primeiro", conclui, acrescentando: "Estamos a notar nestes últimos dias um acréscimo acentuado no número de mulheres que nos procuram. E acreditamos que a tendência se mantenha durante o resto do mês."
Duarte Vilar, director da Associação para o Planeamento da Família, também considera que as mulheres tendem a adiar este processo", em épocas difíceis.
A junção de um ano de crise com as férias levou, aliás, a que, pela primeira vez, o número de abortos em Agosto tenha diminuído dois por cento em relação ao ano passado.
De resto, em todos os outros meses de 2009 verificou-se um aumento de IVG. Situação que garante Duarte Vilar está também associada à crise económica. "A possibilidade de mais um filho é uma questão muito delicada, principalmente em épocas com mais desempregados e em famílias com baixo rendimento familiar."

Mais 678 abortos!

A Clínica dos Arcos registou 4183 abortos até final de Agosto, mais 678 do que nos primeiros oito meses de 2008, o que representa um crescimento na ordem dos 16%.
Também no Hospital Amadora--Sintra se tem verificado um aumento significativo de mulheres na consulta de ginecologia para realizarem aborto: 1200 desde Janeiro, numa média de 150 por mês - todas elas encaminhadas para a Clínica dos Arcos, uma vez que 82% dos médicos deste hospital são objectores de consciência. Estes números reflectem um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
O aumento de abortos é também visível pelo número de mulheres encaminhadas dos hospitais públicos para a Clínica dos Arcos (a única privada com protocolo com o estado), passou de 2398 nos primeiros oito meses de 2008, para 3118 no mesmo período deste ano (mais 720 mulheres). O envio para os Arcos obriga as unidades de saúde públicas a gastar mais. É que um aborto químico na clínica custa 400 euros, enquanto os hospitais públicos recebem 341 euros do Estado para realizarem um aborto pelo mesmo método - menos 59 euros. Se a intervenção for cirúrgica custa na clínica privada 475 euros. Já o Estado paga 444 euros (menos 31 euros). "É evidente que ficamos a perder em enviar as mulheres para o privado", refere fonte do Hospital Amadora-Sintra.
(FONTE)

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